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Olá malta!

Esta semana vamos pensar noutro aspecto que frequentemente encaramos em prova, a escolha da melhor opção!

Quem nos traz este tema tem a alcunha de "Caracol Veloz"! eheh... É o nosso amigo João Valente, o CPOCista que vem de Madrid para todas as provas. Ele começou a competir em ambos os países (Portugal e Espanha), ainda andava eu de fraldas... Para além de muitos outros países onde já participou e representou a selecção nacional.

Esta época deixou de se dedicar com tanto empenho ao treino diário, tendo mesmo assim conseguido um 6º lugar no concorridíssimo escalão de H35A, com vários azares chamados "mp", tendo roçado o pódio no Campeonato Nacional de Sprint, uma das mais disputadas e emocionantes provas (tudo devido à excelente equipa de suporte ao speaker, claro :-P ). Foi também, e penso que terá sido o ponto mais alto, Campeão Nacional de Estafetas em veteranos juntamente com o Rui Botão e o Luís Santos! (2007)

O João é uma excelente pessoa e está sempre disposto a dar conselhos a quem tiver esse interesse. Aprendi muito, e continuo a aprender, com cada conversa que temos nas provas.

Mapeando - Tema 21: EM PROVA, ESCOLHA DE OPÇÃO

A escolha de opções durante uma prova de orientação deve ser considerada uma decisão subjectiva, que depende das condicionantes de cada pessoa, e não uma decisão absoluta: não existe "a melhor opção", mas sim "a melhor opção para cada um".

O binómio que todos devemos considerar para decidir uma opção é o segurança vs velocidade. Isto é, a segurança que a opção nos dá para chegar direitinho ao ponto em relação com o tempo que vamos demorar nesse troço. Obviamente esta relação depende do nível técnico e físico de cada atleta e, portanto, o resultado desse binómio pode variar muito de uma pessoa para outra. De um ponto de vista geral, a experiência diz-nos que devemos dar mais importância ao factor segurança do que à rapidez. Um ponto falhado pode corresponder a vários minutos perdidos enquanto uma opção mais lenta normalmente nunca chega a um minuto perdido.

Para poder avaliar melhor este binómio, em cada caso, devemos ter em conta os seguintes factores:

- Circunstâncias do Mapa e terreno. A informação relativa ao terreno onde se disputa a prova e a qualidade do mapa são sempre as mais importantes para a tomada de decisão:
--> Relevo e vegetação: estas são as duas características do terreno que mais determinam as opções. São também duas características facilmente previsíveis antes da prova, portanto já se pode vir de casa com uma ideia clara de como devemos focar as nossas opções.

- Circunstâncias próprias do atleta: As condições técnicas e físicas de cada atleta podem fazer variar as nossas opções:
--> Técnica. Devemos sempre escolher uma opção que a nossa capacidade técnica seja capaz de gerir.
--> Capacidade Física. Momentos de maior cansaço, poupar energia podem ser factores a ter em conta.
--> Capacidade de corrida em terreno irregular.

- Circunstâncias da prova: Normalmente a orientação é um desporto individual e cada um deve encarar a prova como "tentar fazer o melhor possível", sem pensar nos outros atletas. Mas há momentos em que isto não é assim, normalmente já em provas de mais alta competição. Por exemplo quando somos apanhados ou apanhamos um rival directo, ou em provas de estafetas, etc. Nessas situações podemos ser levados a variar a nossa opção para tentar conseguir alguma coisa diferente como deixar alguém para trás, continuar num grupo grande numa prova de estafetas, descansar mentalmente numa pernada para preparar a próxima, etc.

Para que isto não pareça muito complicado podemos concluir que sempre que não tivermos a certeza de qual é a nossa melhor opção, é recomendável escolher a mais fácil. E também não vale a pena perder muito tempo (num nível mais elevado, mais de 15 segundos) na tomada de decisão: se não conseguimos escolher é porque são muito parecidas e é melhor optar logo por uma e "seguir em frente".

Obrigado João

Fiquem bem,
Alexandre Alvarez